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24 de novembro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | novembro 24, 2025

 


O Projeto “Livros ao Palco” continua, no presente ano letivo, a fazer as delícias das nossas crianças. Desta feita, são os mais pequeninos, nos Jardins de Infância,  que estão a ser iluminados pela estrelinha da leitura.

Sempre de olhar brilhante de curiosidade e entusiasmo, todos vão acompanhando a história “O primeiro dia de escola”, onde o lobinho parte para o seu primeiro dia de aulas. Iinicialmente, conhece a escola dos lobos, que não o entusiasma verdadeiramente e onde deverá aprender a ser malcriado. Porém, falha esta tarefa, para regozijo das crianças, pelo que os papás o inscrevem na “escola a sério”. É neste momento que os meninos são convidados a acompanhar a personagem principal, mascarados de porquinho, ovelhinha, coelhinho, cabrinha e veado, os amiguinhos do Lobito. E é vê-los a desfilar com gosto e orgulho, na pele da sua personagem. Pequenos ouvintes tornam-se participantes ativos na história,contribuindo para a alegria do momento. Finalmente, o lobinho aprende a ler, escrever e contar, deixando sorrisos de esperança e alegria.

Assim sobem os livros ao palco, partilhando histórias, emoções e aprendizagens, no mundo mágico da leitura.

Para ver, clique aqui.

25 de setembro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | setembro 25, 2025

 

Aprende com a raposa que a mudança nem sempre é uma coisa mã.

O Esquilo está mesmo zangado!

Ontem havia tantas folhas bonitas na sua árvore, mas...e hoje?

Algumas desapareceram! devem ter sido roubadas. E isso quer dizer que...Há por aí um ladrão de folhas!

Uma história inteligente e divertida sobre um esquilo surpreendido pela inevitável mudança das estações.








Aprende com a raposa que a mudança nem sempre é uma coisa mã.

29 de maio de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | maio 29, 2025

 Patrick White foi um importante escritor australiano, nascido a 28 de maio de 1912, em Londres, no Reino Unido, mas cresceu na Austrália. Viveu parte da sua vida entre a Inglaterra e a Austrália. Desde jovem, mostrou interesse pela leitura e pela escrita.

Escreveu romances, peças de teatro e contos. A sua escrita é conhecida por ser profunda e por explorar os sentimentos e pensamentos das personagens. As suas histórias falam muitas vezes sobre a vida na Austrália, os conflitos humanos e o sentido da existência.

A sua obra mais conhecida é o romance "Voss", publicado em 1957. Este livro conta a história de um explorador alemão que tenta atravessar o deserto australiano. A história baseia-se numa personagem real, mas tem muitos elementos imaginários e filosóficos.

Patrick White escreveu muitos outros livros importantes, como "The Tree of Man" (A Árvore do Homem), "The Solid Mandala" e "The Eye of the Storm".

Em 1973, Patrick White recebeu o Prémio Nobel da Literatura, sendo o primeiro escritor australiano a ganhar este prémio tão importante. O júri destacou a sua “épica narrativa e riqueza psicológica que introduziu um novo continente na literatura”.

Patrick White faleceu a 30 de setembro de 1990, em Sydney, na Austrália. É hoje lembrado como um dos maiores escritores australianos de sempre.

 


7 de maio de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | maio 07, 2025

 




Paulino António Cabral (Abade de Jazente)

Paulino António Cabral (que, não se sabe bem porquê, aparece também nas suas Poesias com o sobrenome Vasconcelos), mais conhecido como o Abade de Jazente, nasceu na freguesia de S. Pedro da Lomba (do extinto concelho de Gouveia de Riba-Tâmega, no norte de Portugal), a 6 de Maio de 1719, e faleceu em Amarante (onde está sepultado na Igreja de S. Pedro), a 20 de Novembro de 1789.Foram seus pais, João Cabral Moreira e Ana Cerqueira Pereira. Paulino tornou-se abade na freguesia de Jazente, o que lhe valeu o nome pelo qual ficou conhecido. Foi também um poeta e escritor português.

Apesar de ser padre, o Abade de Jazente escrevia com um estilo muito original para a sua época. Usava uma linguagem simples e irónica para criticar os costumes da sociedade e até algumas práticas da Igreja. Por isso, nem sempre foi bem aceite pelos mais conservadores.

Pertenceu ao movimento pré-romântico, que preparou o caminho para o Romantismo em Portugal. Escreveu sobretudo poesia, mas também algumas cartas e reflexões. Só muitos anos após a sua morte é que a sua obra começou a ser mais valorizada.

Hoje, o Abade de Jazente é recordado como uma figura única da literatura portuguesa do século XVIII.

https://palavracomum.com/paulino-antonio-cabral-abade-e-poeta/

 

24 de abril de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | abril 24, 2025


 William Shakespeare nasceu em 1564, a 23 de abril, em Stratford-upon-Avon, uma pequena cidade em Inglaterra. É considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Escreveu peças de teatro, poemas e sonetos que continuam a ser lidos, estudados e representados em todo o mundo.

Shakespeare mudou-se para Londres quando era jovem e começou a trabalhar no teatro. Rapidamente ficou conhecido pelas suas peças, que misturam drama, comédia, tragédia e romance. Algumas das suas obras mais famosas são Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, Otelo e Sonho de uma Noite de Verão.

As suas peças falam sobre temas universais como o amor, a ambição, o ciúme, a traição e a justiça — sentimentos e situações que continuam a fazer sentido hoje em dia. Além disso, Shakespeare teve uma enorme influência na língua inglesa, criando muitas palavras e expressões que ainda se usam.

Shakespeare morreu em 1616, mas o seu legado vive até hoje. O seu trabalho é estudado em escolas, representado em teatros e inspira escritores, realizadores e artistas por todo o mundo.


Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | abril 24, 2025

 


José Saramago conta no seu livro  As pequenas memórias o porquê de se chamar Saramago. “Que esse Saramago não era um apelido do lado paterno, mas sim a alcunha por que a família era conhecida na aldeia. Que indo o meu pai a declarar no Registo Civil da Golegã o nascimento do segundo filho, sucedeu que o funcionário (chama-se ele Silvino) estava bêbado (por despeito, disso o acusaria sempre o meu pai), e que, sob os efeitos do álcool e sem que ninguém se tivesse apercebido da onomástica fraude, decidiu, por sua conta e risco, acrescentar Saramago ao lacónico José de Sousa que o meu pai pretendia que eu fosse. E que, desta maneira, [...], não precisei de inventar um pseudónimo para, futuro havendo, assinar os meus livros. [...] Mas o pior de tudo foi quando, chamando-se ele unicamente José de Sousa, [...] e para que tudo ficasse no próprio, no são e no honesto, meu pai não teve outro remédio que proceder a uma nova inscrição do seu nome, passando a chamar-se, ele também, José de Sousa Saramago. Suponho que deverá ter sido o único caso, na história da humanidade que foi o filho a dar o nome ao pai.”

José Saramago refere na sua autobiografia que “embora tivesse vindo ao mundo no dia 16 de Novembro de 1922, os meus documentos oficiais referem que nasci dois dias depois, a 18: foi graças a esta pequena fraude que a família escapou ao pagamento da multa por falta de declaração do nascimento no prazo legal”. Nascido na aldeia da Azinhaga, fez os seus estudos em Lisboa.  Bom aluno na escola primária, conta que na segunda classe já escrevia sem erros ortográficos, e a terceira e quarta classes foram feitas num só ano. Por falta de meios não continuou o liceu e matriculou-se numa escola profissional onde aprendeu o ofício de serralheiro mecânico. 

José Saramago refere que “como não tinha livros em casa (livros meus, comprados por mim, ainda que com dinheiro emprestado por um amigo, só os pude ter aos 19 anos), foram os livros escolares de Português, pelo seu carácter “antológico”, que me abriram as portas para a fruição literária”. Foi também também por essas alturas que começou a frequentar, nos períodos nocturnos de funcionamento, uma biblioteca pública de Lisboa. E que “foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou”.


Do seu primeiro casamento nasceu a sua única filha Violante. Em 1986 conheceu a jornalista espanhola Pilar del Río. Casaram-se em 1988.


Em 1995 foi-lhe atribuído o Prémio Camões,  e em 1998 o Prémio Nobel da Literatura.


Autor de mais de 40 obras, os livros de José Saramago estão publicados em 60 países e traduzidos em mais de 45 idiomas.


José Saramago faleceu a 18 de junho de 2010.


4 de abril de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | abril 04, 2025

 Marguerite Duras nasceu a 4 de abril de 1914, em Gia Định, no atual Vietname, que na época fazia parte da colónia francesa da Indochina. O seu verdadeiro nome era Marguerite Donnadieu. Ainda criança, mudou-se para França, onde estudou Direito e Ciências Políticas.

Duras tornou-se uma das escritoras mais importantes do século XX. A sua escrita caracteriza-se por frases curtas, simples, mas muito expressivas. As suas obras abordam temas como o amor, a memória e a solidão. Entre os seus livros mais famosos destaca-se O Amante (1984), inspirado na sua juventude no Vietname. O romance foi um grande sucesso e ganhou o Prémio Goncourt, um dos mais prestigiados da literatura francesa.

Além de escritora, Duras foi também guionista e realizadora de cinema. Um dos seus trabalhos mais conhecidos no cinema foi o guião do filme Hiroshima, Meu Amor (1959), que marcou a história do cinema francês.

Ao longo da sua vida, Marguerite Duras escreveu dezenas de romances, peças de teatro e argumentos de cinema, tornando-se uma referência na literatura mundial. Faleceu a 3 de março de 1996, em Paris, deixando uma obra rica e influente.

Mesmo depois da sua morte, os seus livros continuam a ser lidos e estudados, inspirando novos escritores e leitores em todo o mundo.


28 de março de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | março 28, 2025

 

Alexandre Herculano de Carvalho Araújo foi um importante escritor, historiador e poeta português do século XIX. Nascido a 28 de março de 1810, em Lisboa, destacou-se como um dos principais autores do Romantismo em Portugal. Desde jovem, interessou-se por literatura e história, tornando-se um defensor da liberdade e do progresso.

Durante a sua vida, Herculano participou ativamente na política, apoiando a revolução liberal que queria pôr fim ao absolutismo em Portugal. Devido às suas ideias, teve de se exilar em França por algum tempo. Quando voltou, dedicou-se à escrita e à investigação histórica.

As suas obras mais conhecidas incluem Eurico, o Presbítero e O Monge de Cister, romances históricos que misturam aventura, amor e acontecimentos reais da Idade Média. Como historiador, foi pioneiro no estudo crítico da história de Portugal, desmentindo lendas e apresentando factos baseados em documentos.

Mais tarde, afastou-se da vida pública e foi viver para uma quinta em Santarém, onde passou os últimos anos da sua vida. Alexandre Herculano é lembrado como um dos grandes nomes da cultura portuguesa, ajudando a construir uma visão mais rigorosa do passado do país. Alexandre Herculano faleceu a 13 de setembro de 1877, em Santarém.

 


22 de março de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | março 22, 2025

Philip Roth foi um dos escritores mais importantes da literatura norte-americana do século XX. Nasceu a 19 de março de 1933, em Newark, Nova Jérsia, numa família judia de classe média. Desde jovem, mostrou interesse pela escrita e estudou literatura na Universidade de Bucknell e na Universidade de Chicago.

O seu primeiro grande sucesso foi Adeus, Columbus (1959), uma coletânea de contos que lhe valeu o Prémio Nacional do Livro. No entanto, foi com O Complexo de Portnoy (1969) que se tornou famoso. O livro, escrito em forma de monólogo, é uma sátira ousada e humorística sobre identidade judaica e sexualidade.

Ao longo da sua carreira, Roth escreveu dezenas de romances, explorando temas como a identidade americana, a condição judaica, a política e o envelhecimento. Entre as suas obras mais conhecidas estão Pastoral Americana (1997), que venceu o Prémio Pulitzer, Casei com um Comunista (1998) e A Mancha Humana (2000).

Muitos dos seus livros têm protagonistas que lembram o próprio autor, como Nathan Zuckerman, um alter ego literário que aparece em várias obras. Roth era conhecido pela sua escrita intensa e crítica, que desafiava convenções sociais e políticas.

Em 2012, anunciou a sua aposentação da escrita. Faleceu a 22 de maio de 2018, aos 85 anos, deixando um legado literário marcante.

 




 

12 de março de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | março 12, 2025


BICENTENÁRIO


Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu numa casa da Rua da Rosa, na freguesia dos Mártires, em Lisboa, a 16 de março de 1825 e suicidou-se, na sua casa de São Miguel de Seide, em Vila Nova de Famalicão, a 1 de junho de 1890

Escritor, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor português, foi o 1.º Visconde de Correia Botelho, título que lhe foi concedido pelo rei D. Luís em 1885.

Camilo teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente de seus escritos literários, mas, apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se, assim, às modas, conseguiu manter uma escrita muito original.

Oriundo de família aristocrata, era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em São Dinis, Vila Real, a 17 de agosto de 1778, e que teve vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, onde faleceu a 22 de dezembro de 1835, tomado de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira (Sesimbra, Santiago, 27 de janeiro de 1799 – 6 de fevereiro de 1827), com quem não se casou mas com quem teve os seus dois filhos.

Camilo foi assim perfilhado por seu pai apenas em 1829, como «filho de mãe incógnita». Ficou órfão de mãe quando tinha dois anos de idade e de pai aos dez, o que lhe criou um carácter de eterna insatisfação com a vida. Foi recolhido, em 1835, por uma tia de Vila Real e depois em Vilarinho de Samardã, em 1839, por sua irmã mais velha, Carolina Rita Botelho Castelo Branco (nascida a 24 de março de 1821 em Socorro, Lisboa), recebendo educação irregular ministrada por dois padres de província.

Na adolescência, foi lendo clássicos portugueses, latinos e literatura eclesiástica, enquanto fruía a vida ao ar livre transmontana.

Com apenas 16 anos, a 18 de agosto de 1841, em Ribeira de Pena, Salvador, casa-se com Joaquina Pereira de França (Gondomar, São Cosme, 23 de novembro de 1826 – Ribeira de Pena, Friúme, 25 de setembro de 1847, filha dos lavradores Sebastião Martins dos Santos, de Gondomar, São Cosme, e de Maria Pereira de França), instalando-se em Friúme. O casamento precoce parece ter resultado de mera paixão juvenil e não resistiu muito tempo. No ano seguinte, prepara-se para ingressar na universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha.

O seu carácter instável, irrequieto e irreverente leva-o a amores tumultuosos com Patrícia Emília do Carmo de Barros (Vila Real, 1826 – 15 de fevereiro de 1885), filha de Luís Moreira da Fonseca e de sua mulher Maria José Rodrigues, e com a freira Isabel Cândida.

Em 1857 passou dois meses em Arga de São João, na Serra da Arga, freguesia serrana de Caminha, altura em que escreve os romances "Carlota Ângela" e "Cenas da Foz", assim como assume o lugar de redator principal no jornal A Aurora do Lima.

Em 1860, aos 35 anos de idade, refugia-se na Casa do Ermo, situada na Freguesia de Paços, concelho de Fafe.




Ainda a viver com Patrícia Emília do Carmo de Barros, Camilo publicou, n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, Governador Civil de Vila Real, com quem colaborava como amanuense.

Esse posto, segundo alguns biógrafos, teria surgido a convite, após a sua participação na Revolta da Maria da Fonte, em 1846, em que terá combatido ao lado da guerrilha miguelista. Devido a essa desavença, é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do Governador Civil.

As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3.

Camilo abandona Patrícia Emília nesse mesmo ano, fugindo para a casa da irmã, na altura residente em Covas do Douro. Tenta então, no Porto, o curso de Medicina, que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848, faz uma vida de boémia repleta de paixões, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses e dedicando-se ao jornalismo. Em 1850, toma parte na polémica entre Alexandre Herculano e o clero, publicando o opúsculo “O Clero e o Sr. Alexandre Herculano”, defesa que desagradou a Herculano.

Entretanto, apaixona-se por Ana Augusta Vieira Plácido e, quando esta se casa, em 1850, tem uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário, que abandona em 1852.



Ana Plácido tornara-se mulher do negociante Manuel Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspira como personagem em algumas de suas novelas, muitas vezes com carácter depreciativo.

Entretanto, Camilo seduz e rapta Ana Plácido. Depois de algum tempo a monte, são capturados e julgados pelas autoridades. Naquela época, o caso emociona a opinião pública, pelo seu conteúdo tipicamente romântico de amor contrariado, à revelia das convenções e imposições sociais. Foram ambos enviados para a Cadeia da Relação, no Porto, onde Camilo conheceu e fez amizade com o famoso salteador Zé do Telhado




Com base nessa experiência, escreveu “Memórias do Cárcere”. Depois de absolvidos do crime de adultério pelo juiz José Maria de Almeida Teixeira de Queirós (pai de José Maria de Eça de Queirós), Camilo e Ana Plácido passaram a viver juntos, contando ele 38 anos de idade.

Entretanto, Ana Plácido tem um filho, supostamente gerado pelo seu antigo marido, que foi seguido por mais dois de Camilo. Com uma família tão numerosa para sustentar, Camilo começa a escrever a um ritmo alucinante.

Em 1864, após a morte do ex-marido de Ana Plácido (falecido a 15 de julho de 1863), o casal vai viver para uma casa, em São Miguel de Seide, que o pretenso filho do comerciante recebera por herança do pai — ao que tudo indica, era, na verdade, filho de Camilo.



Em fevereiro de 1869, Camilo recebe, do governo da Espanha, a comenda de Carlos III.

Em 1870, devido a problemas de saúde, vai viver para Vila do Conde, onde se mantém até 1871. É aí que escreve a peça de teatro “O Condenado” (representada no Porto em 1871), bem como inúmeros poemas, crónicas, artigos de opinião e traduções.

Entre 1873 e 1890, Camilo desloca-se regularmente à vizinha Póvoa de Varzim, perdendo-se no jogo e escrevendo parte da sua obra no antigo Hotel Luso-Brazileiro, junto do Largo do Café Chinês.

A 17 de setembro de 1877, Camilo vê morrer na Póvoa de Varzim, aos 19 anos, Manuel Plácido Pinheiro Alves, primeiro filho de Ana Plácido, que foi sepultado no cemitério do Largo das Dores. Vários biógrafos argumentam que Manuel Plácido não seria filho de Camilo nem de Pinheiro Alves, aventando a hipótese de ser resultado duma relação de Ana Plácido com António Ferreira Quiques.

Finalmente, a 9 de março de 1888, Camilo casa com Ana Plácido.



Camilo passa, então, os últimos anos da vida ao lado dela, não encontrando a estabilidade emocional que desejava. As dificuldades financeiras, a doença e os filhos (pois considera Nuno um desatinado e Jorge um enlouquecido) dão-lhe enormes preocupações.

Entretanto, desde 1865 que Camilo vinha a sofrer de graves problemas visuais (diplopia e cegueira noturna), sintomas da temida neurossífilis, o estado terciário da sífilis que supostamente alojava, que, além de outros problemas neurológicos, lhe provocava cegueira, aflitivamente progressiva e crescente, e que lhe ia atrofiando o nervo ótico, impedindo-o de ler e de trabalhar capazmente, mergulhando-o cada vez mais em trevas e em desespero suicidário. Ao longo dos anos, Camilo consulta os melhores especialistas em busca de uma cura, mas em vão.

A 21 de maio de 1890, contacta, por carta, o famoso oftalmologista aveirense, Dr. Edmundo de Magalhães Machado que o visitará, em Seide, a 1 de junho. Nesse dia, o médico, com alguma diplomacia, recomenda-lhe o descanso numas termas, deixando para mais tarde um eventual tratamento. Quando Ana Plácido acompanha o médico até à porta, às três horas e um quarto da tarde, sentado na sua cadeira de balanço, desenganado e completamente desalentado, Camilo Castelo Branco dispara um tiro de revólver na têmpora direita, sobrevivendo, em coma agonizante, até às cinco da tarde.



A 3 de junho, às seis da tarde, o seu cadáver chega de comboio ao Porto e no dia seguinte, conforme o seu pedido, é sepultado no jazigo de um amigo, João António de Freitas Fortuna, no cemitério da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.

Durante quase 40 anos, entre 1851 e 1890, escreveu mais de 260 obras, com a média superior a seis por ano. Prolífico e fecundo escritor, deixou obras de referência na literatura portuguesa.




Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Castelo Branco não permitiu que esta intensa produção prejudicasse a beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa.


6 de março de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | março 06, 2025

 

Gabriel García Márquez foi um dos mais importantes escritores do século XX. Esta semana celebramos o seu aniversário. Nasceu a 6 de março de 1927 em Aracataca, na Colômbia.Desde pequeno, cresceu a ouvir histórias fantásticas contadas pelos avós, o que influenciou o seu estilo literário, conhecido como realismo mágico. Nesta forma de escrita, o mundo real mistura-se com elementos fantásticos de maneira natural.

Embora fosse colombiano de nascimento, mudou-se para o México nos anos 60, onde encontrou um ambiente favorável para a sua escrita e para a sua vida familiar. O México tornou-se a sua segunda casa, onde escreveu muitas das suas obras mais importantes, incluindo Cem Anos de Solidão. Já idoso e com problemas de saúde, passou os seus últimos anos na Cidade do México, onde faleceu a 17 de abril de 2014, aos 87 anos.

García Márquez também foi jornalista e usou a sua escrita para denunciar injustiças sociais e políticas na América Latina. Para ele, "a vida não é a que se viveu, mas a que se lembra e como se conta". Por essa razão, García Márquez teve uma relação tensa com o governo colombiano e outros regimes da América Latina devido às suas opiniões políticas. Era amigo de líderes como Fidel Castro e criticava abertamente algumas políticas do seu país natal. Isso fez com que se sentisse mais confortável a viver fora da Colômbia.

Apesar de ter morrido longe da Colômbia, o seu país nunca o esqueceu. O governo colombiano declarou luto nacional e parte das suas cinzas foram levadas para Cartagena, uma cidade que ele adorava e onde a sua memória continua viva.

O seu livro mais famoso, Cem Anos de Solidão (1967), conta a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo e tornou-se um clássico da literatura mundial. Em 1982, recebeu o Prémio Nobel da Literatura, sendo o primeiro colombiano a ganhar este prestigiado prémio.

Outras obras famosas incluem O Amor nos Tempos de Cólera e Crónica de uma Morte Anunciada. O seu talento fez dele um dos maiores contadores de histórias da literatura universal.

 

 


28 de fevereiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 28, 2025

 


Cesário Verde foi um escritor e poeta português do século XIX. Nasceu em Lisboa a 25 de fevereiro de 1855 e, além de poeta, trabalhou no negócio da família, ligado ao comércio.

Desde jovem, mostrou talento para a escrita e começou a publicar poemas em jornais. A sua poesia destacava-se por descrever a vida real, principalmente o dia a dia das ruas de Lisboa e do campo. Diferente dos escritores da sua época, Cesário usava uma linguagem simples e realista, dando atenção aos pequenos detalhes do quotidiano.

Apesar do seu talento, não teve muito reconhecimento enquanto viveu. Morreu cedo, com apenas 31 anos, vítima de tuberculose, a 19 de julho de 1886. Só depois da sua morte é que um amigo, Silva Pinto, reuniu os seus poemas num livro chamado O Livro de Cesário Verde (1887), que o tornou mais conhecido.

Hoje, Cesário Verde é considerado um dos grandes nomes da literatura portuguesa, sendo uma inspiração para muitos escritores. A sua poesia inovadora abriu caminho para o modernismo em Portugal.

21 de fevereiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 21, 2025


  Toni Morrison (1931-2019) foi uma das escritoras mais importantes da literatura norte-americana. Nascida no estado de Ohio, nos Estados Unidos, estudou Letras, lecionou em várias universidades e trabalhou como editora na Random House, num papel que lhe permitiu divulgar outros nomes da literatura afro-americana.

Morrison destacou-se por contar histórias sobre a experiência da população negra nos Estados Unidos, explorando temas como racismo, identidade e memória. O seu primeiro romance, O Olho Mais Azul (1970), fala sobre uma menina negra que deseja ter olhos azuis para ser considerada bonita. Outras obras famosas incluem Canção de Salomão (1977) e Amada (1987), este último inspirado numa história real de uma ex-escravizada.

O seu talento foi amplamente reconhecido. Em 1988, ganhou o Prémio Pulitzer por Amada, e em 1993 tornou-se a primeira mulher negra a receber o Prémio Nobel da Literatura. Além disso, em 2012, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honra civil dos EUA.

Toni Morrison deixou um enorme legado literário, influenciando gerações de escritores e leitores. A sua escrita poderosa continua a ser estudada e admirada em todo o mundo.

 

7 de fevereiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 07, 2025

 



Nasceu no Porto em 4 de Fevereiro de 1799 com o nome João Baptista da Silva Leitão. Estudou Direito em Coimbra, onde adotou o nome Almeida Garrett, destacando-se como orador notável, batendo-se por causas. Almeida Garrett foi jornalista, legislador, poeta e escritor. Foi percursor do Romantismo em Portugal. Envolveu-se nas guerras liberais ao lado de D. Pedro, razão porque se viu obrigado a procurar o exílio por duas vezes.

Uma das suas obras mais emblemáticas é Viagens na Minha Terra, onde mistura memórias, viagens e críticas à sociedade da sua época. Nesta obra inovadora, Garrett rompeu com as convenções da literatura clássica, aproximando-a do sentimento e da imaginação típicos do Romantismo. Outro trabalho marcante é a peça Frei Luís de Sousa, onde o autor constrói personagens profundos e conflitos que refletem a tensão entre o antigo e o novo, mostrando a sua habilidade para retratar a complexidade humana.

A obra de Almeida Garrett continua a ser estudada e apreciada por jovens e adultos, inspirando-nos a valorizar a liberdade de expressão e a importância de inovar, tanto na literatura como na vida.

Almeida Garrett faleceu em Lisboa em 1854.

5 de fevereiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 05, 2025

 


Ana Maria Magalhães, nome literário de Ana Maria Bastos de Oliveira Martinho nasceu, em Lisboa, a 14 de abril de 1946,

Ana Maria Magalhães, irmã do falecido ator e escritor Tozé Martinho e de Manuel Maria Bastos de Oliveira Martinho, é filha do médico António Caetano de Oliveira Martinho e de sua mulher, Maria Teresa Guerra Bastos Gonçalves, conhecida atriz com o nome artístico de Tareka.



Ana Maria foi aluna do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, tendo lá concluído o antigo 7.º Ano do Curso Geral dos liceus e é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Casou com António Manuel Cabral de Magalhães, com quem teve Tiago Filipe de Oliveira Martinho Cabral de Magalhães e Mariana de Oliveira Martinho Cabral de Magalhães, mãe das suas duas netas, Matilde Cabral de Magalhães Aguiar e Leonor Cabral de Magalhães Aguiar. Divorciada deste, é casada, desde 1985, com Zeferino Coelho, editor no grupo Leya da marca Caminho que publica, desde o início, a coleção “Uma Aventura…”.



Professora de profissão e escritora direcionada para a literatura infantojuvenil, é principalmente conhecida por ter escrito a coleção “Uma Aventura…” em dupla com Isabel Alçada, ex-Ministra da Educação. Conheceram-se em outubro de 1979, no primeiro dia do ano letivo, na sala de professores da Escola Básica Fernando Pessoa, em Lisboa.



Insatisfeitas com a falta de leitura dos seus alunos do 5.º e 6.º ano, foram-se aventurando a elaborar pequenos textos que eram distribuídos pelos seus alunos, sob o pseudónimo exótico de Anel Alçães. Não conseguindo encontrar um livro de texto que se adequasse aos interesses dos alunos, decidiram tentar escrevê-lo, tendo nascido assim, em 1982, “Uma Aventura… na Cidade”



O lançamento no mercado desta coleção superou as vendas das séries similares inglesas de “Os Cinco” e “Os Sete”, escritas por Enid Blyton, preenchendo, neste período, uma lacuna existente no mercado nacional para públicos juvenis, uma vez que os pré-adolescentes e os adolescentes não tinham títulos originais de autores portugueses à sua disposição. A partir daí, vários foram os professores que começaram a usar os seus textos nas aulas, convidando as autoras para irem às escolas.



A 17 de janeiro de 2006 ambas foram agraciadas com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.



“Uma Aventura…”

- série de livros de literatura infantojuvenil portuguesa com ilustrações de Arlindo Fagundes, iniciada em 1982 e que conta já com 67 títulos, todos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. A coleção segue as diversas aventuras de cinco jovens: as gémeas Teresa e Luísa, Pedro, Chico e João. O cão das gémeas (Caracol) e o de João (Faial) por vezes também entram.



“Viagens no Tempo”

- série de livros juvenis (recomendada a partir dos 10 anos) editados pela Caminho, com ilustrações a preto e branco também de Arlindo Fagundes. A coleção, com 16 títulos, vive em torno dos irmãos João e Ana, e um cientista, Orlando, e pretende fazer uma abordagem leve e lúdica, mas rigorosa, da História.












 

31 de janeiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | janeiro 31, 2025

 



Vergílio Ferreira foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, conhecido por explorar temas como a existência humana, os sentimentos e as dificuldades da vida. Os seus livros continuam a ser uma referência para quem gosta de literatura que nos faz pensar sobre a vida e as emoções.  

O escritor nasceu a 28 de janeiro de 1916, numa pequena aldeia chamada Melo, no concelho de Gouveia, na Serra da Estrela, e morreu a 1 de março de 1996, em Lisboa. Não é de estranhar que as paisagens da Serra da Estrela aparecem muitas vezes nos seus livros e influenciaram a sua maneira de pensar e de escrever. 

O autor do romance Para Sempre (1983) começou por estudar para ser padre e entrou num seminário quando era jovem, mas acabou por desistir. Descobriu que essa vida não era para ele e decidiu seguir outra direção. Formou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e trabalhou durante muitos anos como professor em várias escolas, onde ensinou línguas e literatura. Em 1954 publicou um romance, Manhã Submersa, inspirado na sua experiência no seminário, onde mostra as dúvidas e os conflitos de um jovem que quer encontrar o seu lugar no mundo.  O romance Aparição (1959) é o mais famoso. Conta a história de um professor, Alberto, que reflete sobre a vida, o amor e a morte enquanto trabalha numa escola no interior de Portugal. O livro é considerado um marco na literatura portuguesa e muito estudado nas escolas. 

Vergílio Ferreira recebeu vários prémios importantes pela sua obra, como o Prémio Camões, o maior galardão para escritores de língua portuguesa. Apesar de ser uma pessoa discreta, deixou uma marca profunda na literatura portuguesa e ainda hoje é lido por muitas pessoas. 

 

24 de janeiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | janeiro 24, 2025

 



Virginia Woolf foi uma das escritoras mais importantes do século XX, conhecida pelos seus romances inovadores e pela maneira única de contar histórias. Ela nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 25 de janeiro de 1882, numa família culta e apaixonada por livros. Desde cedo, Virginia mostrou interesse pela literatura, mas a sua vida foi marcada por momentos difíceis, como a perda precoce da mãe, do pai e de um dos seus irmãos.

Apesar das dificuldades, Virgínia tornou-se uma grande escritora. Era também muito curiosa sobre o mundo e as pessoas, e isso ajudou-a a criar personagens complexas e emocionantes. A sua escrita é conhecida por explorar os pensamentos e sentimentos mais profundos das pessoas, como se nos levasse para dentro das suas mentes.

Entre os seus livros mais famosos estão Mrs. Dalloway (1925), que conta a história de um dia na vida de uma mulher enquanto ela organiza uma festa, e Ao Farol (1927), um romance cheio de memórias e reflexões. Estes livros influenciaram a literatura de todo o mundo.

Virginia Woolf também escreveu um conto chamado "A Viúva e o Papagaio", uma história incluída no Plano Nacional de Leitura em Portugal. Esta é uma obra especial para jovens leitores e mostra o talento de Virginia para criar histórias encantadoras e cativantes. No conto, conhecemos uma viúva chamada Sra. Gage que herda um papagaio muito esperto e descobre, com a ajuda dele, um tesouro escondido. É uma história divertida que também nos ensina sobre bondade e coragem.

Infelizmente, Virginia Woolf enfrentou problemas de saúde mental durante a vida e faleceu em 1941. Apesar disso, o seu legado continua vivo, e é lembrada como uma das grandes figuras da literatura mundial.

 

 

 

 

17 de janeiro de 2025

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | janeiro 17, 2025

 




Eugénio de Andrade foi um dos maiores poetas portugueses do século XX. O seu nome verdadeiro era José Fontinhas, e nasceu no dia 19 de janeiro de 1923, numa pequena aldeia chamada Póvoa de Atalaia, perto do Fundão, na região da Beira Baixa. 

Eugénio de Andrade mudou-se com a mãe para Lisboa quando ainda era adolescente e, mais tarde, foi viver no Porto, onde passou grande parte da sua vida. Eugénio adorava o Porto e dizia que era a cidade onde se sentia em casa. No Porto, há uma casa-museu dedicada à sua vida e obra.Trabalhou como funcionário público na área da saúde, mas o seu grande amor sempre foi a poesia. Escreveu desde muito novo e publicou o seu primeiro livro, chamado Adolescente, em 1942, quando tinha apenas 19 anos.

Embora fosse uma pessoa reservada, Eugénio era muito sensível às coisas simples da vida, como o mar, as árvores, o amor e até as pequenas alegrias do dia-a-dia. Tudo isso aparece na sua poesia, que é conhecida por ser clara, bela e cheia de emoções.
Eugénio de Andrade escreveu dezenas de livros de poesia, mas alguns dos mais conhecidos são As Mãos e os Frutos (1948), Os Amantes Sem Dinheiro (1950) e O Outro Nome da Terra (1988). A sua escrita é muito especial porque mistura a força das palavras com imagens da natureza e dos sentimentos humanos. Por exemplo, ele gostava de falar do sol, das flores e dos rios para descrever o amor e a vida.

Uma característica interessante da sua poesia é a simplicidade: mesmo com poucas palavras, ele conseguia dizer coisas muito profundas. É por isso que muitos o consideram um "poeta da luz", porque as suas palavras iluminam os sentimentos das pessoas.

Eugénio recebeu muitos prémios ao longo da sua carreira, como o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa.

Morreu a 13 de junho de 2005, mas os seus poemas continuam a ser lidos e admirados em todo o mundo.

Eugénio de Andrade é um exemplo de como a poesia pode tocar o coração das pessoas, mesmo usando palavras simples. Ele ensinou-nos a valorizar as coisas pequenas e a encontrar beleza em tudo o que nos rodeia.