20 de setembro de 2021

Receção ao 5.º ano

 

Nesta quinta-feira, 16 de setembro, a BE recebeu cada uma das quatro novas turmas do 5.º ano.

A passagem por este espaço tão importante da nossa escola esteve integrado na “visita” de reconhecimento que cada uma das quatro novas turmas, acompanhadas pelos Diretores respetivos, fez aos diferentes espaços que, a partir de agora e durante cinco anos (assim todos o desejamos, nem mais, nem menos), serão o seu segundo “lar”.

E o que lhes foi dado a conhecer?

A Prof.ª Manuela Oliveira, Bibliotecária do Agrupamento, apresentou, de forma sucinta, os equipamentos e serviços disponíveis. Além disso, os alunos foram “despertados” para a participação em algum (ou alguns) dos diversos clubes existentes nesta escola visualizando um pequeno vídeo demonstrativo.

Também o Clube de Teatro, da responsabilidade conjunta das docentes Isabel Peixoto e Paula Dantas, achou por bem apresentar os seus objetivos de forma especial.

No final de cada “visita”, os alunos foram convidados a cantar uma canção e participaram numa animada “caça ao erro”.

A todos estes novos alunos desejamos uma feliz estada entre nós!


16 de setembro de 2021

Bem-vindos!!!

Voltamos hoje, após as férias, à escola!

Que bom!!

As crianças do pré-escolar e todos os alunos, do 1.º ao 9.º ano, vão regressar às diversas escolas do nosso Agrupamento e serão recebidos, com toda a satisfação, pelos seus Educadores e Professores.

Depois de dois anos letivos tão estranhos, em que tivemos de confinar durante vários meses por causa da pandemia da covid-19, a esperança que todos temos é de que não seja preciso repetir a dose e que possamos levar o ano letivo “de fio a pavio”, ou seja, do princípio ao fim, sem sobressaltos.

Oxalá!

Porém, que ninguém tenha dúvidas: o vírus maléfico não desapareceu!

Por isso, temos de continuar a observar algumas regras já conhecidas tais como o uso da máscara (obrigatória nos 2.º e 3.º ciclos, aconselhada no 1.º ciclo), a higienização das mãos (não esquecer que, melhor do que untar as mãos com álcool, é lavá-las frequentemente com água corrente e sabão) e evitar aglomerações, respeitando uma distância conveniente (ou melhor dizendo, segura) entre todos.

A todos as crianças, alunos, educadores, docentes, funcionários e encarregados de educação, a Biblioteca Escolar, a “vossa” B.E., deseja o melhor ano letivo de sempre!


31 de julho de 2021

BOAS FÉRIAS!!!


Vamos entrar no mês de agosto, tradicionalmente o mês das férias.

Este ano, pelas razões que todos conhecem, as férias foram muito desejadas. É que foram muitos dias em frente ao computador (sobretudo no segundo período, quando ficámos outra vez confinados) e, embora o 9.º ano não tenha tido a pressão dos exames nacionais, todo o 2.º ciclo terminou as aulas apenas a 8 de julho.

A nossa BE resolveu receber ao longo desse dia, de forma individual, cada uma das onze turmas desse ciclo. 

E para quê?

Primeiro, para ler! 

E lemos em conjunto o pequeno conto "Onde vamos passar férias?", de António Torrado, um escritor que "partiu" a 11 de junho e de quem temos tantos livros na nossa biblioteca à espera de serem lidos…

Depois, e embalados pela leitura do conto, convidámos cada aluno a levar para férias, um grande amigo: um livro!

E assim foi. Mais de oitenta meninos aceitaram o convite e escolheram um livro. 

E ficou combinado: quando voltarmos à escola, a meio de setembro, devolverão os livros para que outros os possam ler.

Mas aproveitámos esse dia também para dar os PARABÉNS!!! 

A quem? A todos aqueles que participaram no 1.º Concurso Literário Paço de Escrita, escrevendo um conto original.

Assim, foram entregues, a todos, certificados de participação e aos vencedores, o respetivo diploma e um prémio, o melhor de todos: um livro!


E que belo dia foi aquele...!

Tantos que participaram! 

Do 1.º ciclo:


Prof.ª Aurora Barbosa e T3 da EB1 de Mosteiro

Do 2.º ciclo:

Prof.ª Palmira Correia e 5.º E

Do 3.º ciclo:

Mariana Ribeiro, 9.º F, n.º 15, Prémio Originalidade

Agora, vamos de férias. 

A BE deseja a todos umas férias maravilhosas com muito sol, tempo livre... e grandes leituras!!!



18 de junho de 2021

9.º ANO, ADEUS!



Terminam hoje, em todo o nosso país, as aulas para o 9.º ano de escolaridade.

Em Portugal, a escolaridade obrigatória é iniciada, para todas as crianças, no ano em que atingem os 6 anos de idade e termina quando o aluno conclui o 12.º ano de escolaridade ou completa 18 anos.

Este ensino obrigatório divide-se em dois grandes grupos: o ensino básico (com 1.º, 2.º e 3.º ciclos) e o ensino secundário.

Após estes doze anos de escolaridade obrigatória pode seguir-se, para quem quiser continuar a estudar, o Ensino Superior.

Na nossa EB 2/3, o fim das aulas do 9.º ano é muito marcante pois são os nossos finalistas.

A maior parte destes alunos frequentou os nossos espaços durante cinco anos. Quantas histórias, quantos episódios, quantas quedas e quantas vitórias…

De tudo isto (e muito mais) se fizeram estes anos que agora perdurarão na memória de cada um na sua justa medida:

“…

Adeus - disse a raposa.

- Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não esquecer.

- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não esquecer.

…”

Este pequeno excerto do maravilhoso “O Principezinho” é a justa medida!

A todos estes alunos que agora partem, a BE deseja toda a felicidade do mundo!

E sempre com muitas e boas leituras!

Até sempre!

A Equipa da BE!




15 de junho de 2021

Até sempre, António Torrado!

O escritor, dramaturgo e guionista de cinema português António Torrado, de seu nome completo António José Freire Torrado, de 81 anos de idade, morreu na sexta-feira, 11 de junho, em Lisboa, na sequência de uma doença neurodegenerativa.

Tinha mais de meio século de dedicação às palavras que transformou em mais de uma centena de livros. “Insinuar mais do que dizer; sugerir mais do que declarar”, foi assim que escreveu mais de uma centena de obras, para todas as idades, mas sempre a pensar nos mais novos.

Nunca perdeu a noção de que “se escreve para o efémero, para o transitório… ” pois “… os leitores estão em trânsito para outros livros”. Ainda assim, tinha pelos livros um amor singular, andando sempre com uma pasta de cabedal debaixo do braço onde trazia livros para oferecer.

Nascido na Rua da Creche, em Lisboa, a 21 de novembro de 1939, António Torrado tinha raízes em Vizela, de onde os pais eram originários. Mas foi por Lisboa que cresceu, no seio de uma família que se dedicava ao pequeno comércio. Foi com a ideia de ajudar o pai que, inicialmente, escolheu estudar Ciências Económicas. Mas, acabou por dar por si em Filosofia — não sem antes ter feito uma breve visita a Direito – tendo-se licenciado pela Universidade de Coimbra.

Acabaria por se ver entre palavras e daí até estar a escrever foi um passo. Começou no Diário Popular, passando depois para A Capital.

Foi o primeiro autor a receber o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens.

Foi também um editor de mão-cheia: fundou e dirigiu a Plátano, além de ter criado a editora Comunicação, de livros de bolso muito voltados para os estudos académicos.

No campo do ensino, está entre os fundadores do Externato Fernão Mendes Pinto, em 1968, criado por um grupo de professores que não estavam satisfeitos com as metodologias vigentes nas escolas dessa época.

Voltando aos livros, o escritor marcou várias gerações. Sendo considerado um dos autores mais importantes na literatura infantil portuguesa, possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, poesia e sobretudo contos.

Reconhecendo a importância fundamental da literatura infantil enquanto veículo de mensagens e elegendo como valores a promover a liberdade de expressão e o respeito pela diferença, António Torrado utilizava, com frequência, o humor em muitas das suas histórias.

A nossa BE tem muitos títulos deste autor. Na lista anexa estão sublinhados os livros de que dispomos.

Já os leram?

A melhor homenagem que se pode fazer a um escritor é ler a sua obra…

Vamos sempre a tempo.

Boas leituras!!

 

Obras para a infância

·         Duas orelhas descascadas que vêm no mapa (ilustrações de Nelson Maia, Campo das Letras, 2007);

·         O mundo dos 3 bebés verrugas! (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Momos, 1993);

·         Festa na porta de trás (Porto: Asa, 1975; 3.ª ed., 1987);

·         A Chave do Castelo Azul (Lisboa: Plátano, 1969; 2.ª ed., 1981);

·         A Nuvem e o Caracol (Lisboa: Edições Afrodite, 1971; 4.ª ed., Porto: Asa, 1990);

·         O Veado Florido (Lisboa: Ed. O Século, 1972; 5.ª ed., Porto: Civilização, 1994);

·         Pinguim em Fundo Branco (Lisboa: Ed. Afrodite, 1973; 2.ª ed., Plátano Ed., 1979);

·         O Rato que Rói (Lisboa: Plátano, 1974);

·         O Jardim Zoológico em Casa (Lisboa: Plátano, 1975; 3.ª ed., 1980);

·         O Manequim e o Rouxinol (Porto: Asa, 1975; 3.ª ed., 1987);

·         Cadeira que Sabe Música (Lisboa: Plátano, 1976);

·         Hoje Há Palhaços (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Plátano, 1977, 2.ª ed., 1978);

·         Joaninha à Janela (Lisboa: Livros Horizonte, 1977; 2.ª ed., 1980);

·         Há Coisas Assim (Lisboa: Plátano, 1977);

·         O Trono do Rei Escamiro (Lisboa: Plátano, 1977);

·         A Escada de Caracol (Lisboa: Plátano, 1978; 2.ª ed.,1984);

·         História Com Grilo Dentro (Porto: Afrontamento, 1979; 2.ª ed., 1984) - ilustrado por Manuela Bacelar;

·         Como se Faz Cor-de-Laranja (Porto: Asa, 1979; 5.ª ed., 1993);

·         Vasos de Pé Folgado (Lisboa: Caminho, 1979);

·         O Tambor-Mor (Lisboa: Livros Horizonte, 1980);

·         O Tabuleiro das Surpresas (Lisboa: Plátano, 1981);

·         O Pajem Não se Cala (Porto: Civilização, 1981; 2.ª ed.,1992);

·         O Mercador de Coisa Nenhuma (Porto: Civilização, 1983; 2.ª ed., 1994);

·         O Livro das Sete Cores (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Momos, 1983);

·         Caidé (Porto: Afrontamento, 1983);

·         Os Meus Amigos (Porto: Asa, 1983; 3.ª ed.,1990);

·         História em Ponto de Contar (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Comunicação, 1984; 2.ª ed., 1989);

·         O Adorável Homem das Neves (Lisboa: Caminho, 1984; 3.ª ed.,1995);

·         O Elefante Não Entra na Jogada (Porto: Asa, 1985; 3.ª ed., 1990);

·         O Vizinho de Cima (Lisboa: Livros Horizonte, 1985);

·         A Janela do Meu Relógio (Lisboa: Livros Horizonte, 1985);

·         O Rei Menino (Lisboa: Livros Horizonte, 1986);

·         Dez Dedos de Conversa (Lisboa: O Jornal, 1987);

·         Como se Vence um Gigante (Lisboa: Livros Horizonte, 1987);

·         Devagar ou a Correr (Lisboa: Livros Horizonte, 1987);

·         Zaca-Zaca (teatro; Lisboa: Rolim, 1987);

·         Uma História em Quadradinhos (com Maria Alberta Menéres; Porto: Asa, 1989; 2.ª ed., 1992);

·         Dez Contos de Reis (Lisboa: O Jornal, 1990);

·         Da Rua do Contador para a Rua do Ouvidor (Porto: Desabrochar, 1990);

·         André Topa-Tudo no País dos Gigantes (Porto: Civilização, 1990);

·         Toca e Foge ou a flauta sem Mágica (Lisboa: Caminho, 1992);

·         Vamos Contar um Segredo (Porto: Civilização, 1993);

·         Conto Contigo (Porto: Civilização, 1994 (Lisboa: Plátano, 1976);

·         Teatro às Três Pancadas (teatro; Porto: Civilização, 1995);

·         A Donzela Guerreira (teatro; (Porto: Civilização, 1996);

·         As Estrelas – quando os Reis Magos eram príncipes (Porto: Civilização, 1996);

·         Doze de Inglaterra (ilustrações de Patrícia Fidalgo) (Caminho, 2000);

·         Vassourinha - Entre Abril e Maio (ilustrações de João Abel Manta, Campo das Letras, 2001);

·         Ler, Ouvir e Contar (ilustrações de Zé Paulo e Vítor Paiva, Campo das Letras, 2002; 4.ª ed. 2006);

·         Histórias Tradicionais Portuguesas Contadas de Novo (ilustrações de Maria João Lopes, Editora Civilização, 2004)

·         Verdes São os Campos (Campo das Letras, 2002);

·         Este Rapaz Vai Longe - Fernando Lopes-Graça quando jovem (ilustrações de Cristina Malaquias, Campo das Letras, 2006);

·         Histórias à solta na minha rua (Civilização Editora, 2006);

·         Corre, Corre, Cabacinha (ilustrações de Nelson Maia, Campo das Letras, 2007);

·         A Casa da Lenha - No centenário do nascimento do compositor Fernando Lopes-Graça (Campo das Letras, 2007);

·         Atirem-se ao ar!: o que ninguém contou de uma viagem histórica  (Caminho, 2012).