12 de fevereiro de 2026

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 12, 2026

 




Luís Sepúlveda foi um influente escritor, jornalista, realizador e ativista chileno.

Na sua obra destacam-se três lições importantes: a importância da amizade incondicional, o valor da lealdade aos princípios, e o respeito profundo pela natureza.

 

Biografia (resumida)

Foi no Chile, a 4 de outubro de 1949, na localidade de Ovalle, a mais de 300km a norte da capital, Santiago, que nasceu Luís Sepúlveda. Estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História. Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Fez parte do Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista e, após os estudos secundários ingressou na Escola de Teatro da Universidade do Chile, da qual chegou a ser diretor. Mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

          Faleceu a 16 de abril de 2020, em Oviedo (Astúrias), Espanha, vítima daquele que foi o primeiro caso de COVID-19 naquela região espanhola.

Viveu grandes aventuras muitas delas contadas nos seus livros. É um dos autores sul americanos mais lidos no mundo.  

 

Ø  Curiosidades:

Guarda-costas de Allende: Foi membro da guarda pessoal do presidente chileno Salvador Allende (assassinado em 1973).

Vida de Exilado e Preso: Após o golpe militar de 1973, foi preso e torturado, acabando por ser exilado. Viveu na Alemanha, onde trabalhou como motorista de autocarros e foi professor de literatura espanhola.

Amizade com Chico Mendes e Vivência com os índios Shuar: Viveu durante sete meses com os índios Shuar na Amazónia equatoriana e a amizade  ao ativista brasileiro Chico Mendes, defensor da Amazónia inspiraram o seu maior sucesso, O Velho que Lia Romances de Amor.

Ligação à Greenpeace: Durante 15 anos, entre 1983 e 1988, foi correspondente e ativista da Greenpeace, navegando em barcos da organização.

Reencontro Literário: Separou-se da sua primeira mulher, a poetisa Carmen Yáñez, e reencontrou-a 20 anos depois na Alemanha, voltando a casar com ela.

Foi um dos fundadores do festival literário Correntes d'Escritas: Era um amigo de Portugal, sendo presença assídua neste festival, na Póvoa de Varzim.

festival Correntes d'Escritas e a Porto Editora, lançaram em 2021 o  Prémio Literário Luís Sepúlveda em homenagem ao escritor chileno. Este galardão anual destina-se a turmas do 4.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico, premiando contos infantis inéditos que abordem temas como o ambiente, a solidariedade e a liberdade. 

Com base na obra e visão de Luís Sepúlveda, destacam-se três lições fundamentais que refletem a sua humanidade e defesa dos mais fracos. 

©     A importância da amizade: Ensinada através de relações improváveis, como nos livros História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, História de um gato e de um rato que se tornaram amigos demonstrando que a amizade supera diferenças.

©     O valor da lealdade: Refletida na fidelidade aos princípios, à memória e aos outros, visível em obras como História de um cão chamado Leal, Crónicas do Sul.

©     Respeito pela natureza: Um apelo constante à preservação ambiental, destacando a necessidade de cuidar do planeta em obras como O Velho que Lia Romances de Amor, Patagónia Express, Mundo do Fim do Mundo.

 

Ø  Alguns dos Prémios atribuídos:

 

·    Em 1970 venceu o Prémio Casa das Américas pelo seu primeiro livro Crónicas de Pedro Nadie.

·     Em 1985, recebeu o Prémio Ciudad Alcalá de Henares (Epanha), pelo livro Patagónia Express.

·    Em 2016, foi o vencedor da 12.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço em 2016, concedido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI) na Guarda.

 

OBRA LITERÁRIA

Cronicas de Pedro Nadie (1969)

O Velho Que Lia Romances de Amor - no original Un viejo que leía novelas de amor (1989)

Nome de Toureiro - no original Nombre de torero (1994)

Patagónia Express - no original Patagonia Express (1995)

Mundo do Fim do Mundo - no original Mundo del fin del mundo (1992)

Encontro de Amor num País em Guerra - no original Desencuentros, cuentos (1997)

Diário de um Killer Sentimental - no original Diario de un killer sentimental & Yacaré (1998)

As Rosas de Atacama - no original Historias marginales (2000)

O Poder dos Sonhos - no original El poder de los sueños (2004)

A sombra do que fomos - no original La sombra de lo que fuimos (2009)

Crónicas do Sul - no original Últimas noticias del Sur (2011)

História de um gato e de um rato que se tornaram amigos - no original Historia de Max, de Mix y de Mex (2012)

História do caracol que descobriu a importância da lentidão - no original Historia de un caracol que descubrió la importancia de la lentitud (2013)

Uma ideia de felicidade - no original Una Idea de la Felicidad (com Carlo Petrini) (2014)

A venturosa história do Usbeque mudo - no original El Uzbeko Mudo (2015)

História de um cão chamado Leal - no original Historia de un Perro llamado Leal (2015)

O fim da história - no original El Fin de la Historia (2016)


 

Fonte: Observador, Instituto Camões, RTP Ensina, Infopédia, Wikipédia, Puerto de Ideas.

7 de fevereiro de 2026

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 07, 2026

“O coala que foi capaz” de Rachel Bright foi a história que as crianças do JI e os alunos de várias turmas do 1º ciclo ouviram ler, na Biblioteca Escolar de Lagares, na última semana de janeiro e no dia 2 de fevereiro.

Kevin, o coala que tinha medo de mudar, de arriscar, de tentar novos desafios e a ajuda dos amigos na mudança, que surge de forma inesperada, é o fio condutor da ação da história. Kevin é forçado a enfrentar o medo e descobre que é capaz de experimentar novas e maravilhosas experiências onde os amigos são um porto seguro e um estímulo à sua coragem “porque a vida pode ser ótima quando se tenta algo diferente”.

As crianças e alunos, com base nesta história, foram desafiados a responder à seguinte pergunta: o que gostavas de mudar? As respostas foram muito diversificadas e significativas para cada um. Fica registada a resposta de uma criança do JI: “Mudava o mundo. Gostava de um mundo cheio de alegrias e educação”.

Será que somos capazes de ajudar na concretização dessa mudança? 



5 de fevereiro de 2026

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | fevereiro 05, 2026

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto.

Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, curso que nunca concluiu, mas que influenciou profundamente o seu estilo, marcado pelo equilíbrio e pela admiração pela Grécia Antiga.

Casou com o advogado e político Francisco Sousa Tavares, com quem teve cinco filhos.

Foi uma voz ativa contra a ditadura de Salazar e, após o 25 de abril, foi eleita deputada da Assembleia Constituinte (1975).

Faleceu no dia 2 de julho de 2004 e, desde 2014, os seus restos mortais repousam no Panteão Nacional.

 Foi amplamente reconhecida, ao longo da sua carreira, tendo recebido muitos prémios que homenagearam a sua vasta obra.

 

Ø  Alguns dos Prémios atribuídos:

 

·    Em 1964, recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores 

·    Em 1999, tornou-se a primeira mulher a receber o Prémio Camões, o maior galardão da língua portuguesa.

·     Em 2001, recebeu o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, sendo a primeira portuguesa a conquistar este último.

 

Ø Obras Relevantes para este Mês

Janeiro é o mês ideal para explorar a escrita que evoca o inverno e o sagrado.

 Vejamos as obras:

·  O Cavaleiro da Dinamarca tem como temática uma peregrinação e o Natal. O protagonista dinamarquês, o Cavaleiro, está de regresso a casa após uma peregrinação e quer chegar a tempo de celebrar o Natal com a sua família.  

·  Os Três Reis do Oriente conto onde as personagens Gaspar, Melchior e Baltazar seguem uma estrela que aparece no Oriente, abandonando poder e riqueza.

·   A Noite de Natal apresenta duas formas diferentes de viver o Natal: em casa de Joana, há muita alegria e não falta nada; em casa de Manuel, amigo de Joana, não vai haver presentes nem uma mesa cheia de comida.

Ø Curiosidades:

·       Como precisava de muita concentração para escrever, Sophia tinha o hábito de escrever à noite no silêncio da casa quando os filhos dormiam.

·       Começou a escrever contos infantis (como, A Menina do Mar, A Fada Oriana, A Floresta) para contar aos seus filhos quando estes ficavam doentes.

·       O mar é o tema central da sua obra, representando para a autora um espaço de liberdade, pureza e absoluto.

·       A sua poesia, de uma musicalidade ímpar, celebra a vida, a natureza, os objetos, o mar.

·       No dia em que se celebrou o centenário do seu nascimento, a 6 de novembro de 2019, foi-lhe concedido, a título póstumo, o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

·       A cidade de Loulé deu o nome Sophia de Mello Breyner Andresen à sua Biblioteca Municipal, em 2002.

·       A 20.ª edição do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, para o ano letivo 2025-2026, em Loulé, encontra-se atualmente em fase de divulgação e participação nas escolas da região. Esta iniciativa é organizada conjuntamente pelas Bibliotecas Municipais de Loulé (Sophia de Mello Breyner Andresen) e de Lagos (Júlio Dantas). 

 

OBRA LITERÁRIA (poesia e prosa)

POESIA

PROSA

Poesia (1944)

O Dia do Mar (1947)

Coral (1950)

No Tempo Dividido (1954)

Mar Novo (1958)

Livro Sexto (1962)

O Cristo Cigano (1961)

Geografia (1967)

Grades (1970)

11 Poemas (1971)

Dual (1972)

Antologia (1975)

O Nome das Coisas (1977)

Navegações (1983)

Ilhas (1989)

Musa (1994)

Signo (1994)

O Búzio de Cós (1997)

Mar (2001)

Primeiro Livro de Poesia (infantojuvenil) (1999)

Orpheu e Eurydice (2001)

 

Contos

Contos Exemplares (1962)

Histórias da Terra e do Mar (1984)

Contos Infantis

A Menina do Mar (1958)

A Fada Oriana (1958)

A Noite de Natal (1959) 

O Cavaleiro da Dinamarca (1964)

O Rapaz de Bronze (1966)

A Floresta (1968)

O Tesouro (1970)

A Árvore (1985)

 

Teatro

O Bojador (2000)

O Colar (2001)

O Azeiteiro (2000)

Filho de Alma e Sangue (1998)

Não chores minha Querida (199