23 de abril de 2021

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | abril 23, 2021

 

Hoje, 23 de abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Com esta comemoração pretende-se reconhecer a importância e a utilidade cultural dos livros, essenciais para o desenvolvimento da literacia e da economia, assim como incentivar hábitos de leitura na população.


A UNESCO instituiu esta data em 1995, durante a sua 28.ª Conferência Geral, por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de abril de 1616 que faleceu o espanhol Miguel de Cervantes


... e a 23 de abril de 1899 que nasceu o russo Vladimir Nabokov


O dia 23 de abril é também considerado como o dia em que nasceu (1564) e morreu (1616) o inglês William Shakespeare.


Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação e elementos fundamentais no processo educativo.

Uma forma de celebrar é partilhar a(s) sua(s) obra(s) preferida(s) com os outros. Outra sugestão é começar a ler um novo livro.


Este ano, a Capital Mundial do Livro é Tiblissi, capital da Geórgia, e o slogan é:

"Ok. So your next book is…?" (Certo! E o próximo livro é…?)

… e pretende promover o uso das novas tecnologias como meios de incentivo à leitura entre os mais novos.

Neste sentido, a BE apresenta “Olá, eu sou um livro”, de Rui Alexandre Grácio 

... (português doutorado em Ciências da Comunicação, mestre em Filosofia Contemporânea e licenciado em Filosofia) com ilustração de Catarina Fernandes.

https://www.youtube.com/watch?v=qlJkjyWV7qk

Aparentemente um livro infantil, revela a importância que este objeto tem sem que se lhe dê. O paradoxo aparece logo no início, quando o livreiro, em tom de desabafo, diz que o livro não é um bem de primeira necessidade pois nunca se viu alguém a comer um livro quando tem fome! Mas essa é a fome física, a que se satisfaz pela boca.

Porém, o espírito também tem fome! E essa não se satisfaz pela boca… Essa é alimentada pelas ideias, pelo conhecimento, pela descoberta… E que refeição fabulosa não se torna, assim, um livro!

Na verdade, os livros não se comem. Comem-nos! Isso sim. E por isso deviam ser reconhecidos tal como são: bens de primeira necessidade. Mas isso é uma verdade não admitida.

Dois exemplos:

- com a pandemia, veio o confinamento obrigatório. Só podiam estar abertos (embora com regras definidas) os espaços comerciais para satisfação de necessidades básicas. Assim aconteceu com os super e hipermercados. As livrarias, não!

- um dos momentos a observar depois da vacinação contra a covid-19 é ficar sentado durante trinta minutos a aguardar algum reação adversa. Está largamente registado nos diretos televisivos: não se vê um único livro nas mãos de alguém! Muitos seguram telemóveis mas vê-se, pelo saltitar dos polegares, que estão a jogar…

Para 2021, os ilustradores Susana Diniz e Pedro Semeano (dupla conhecida por Adamastor), Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração em 2020, conceberam a imagem do cartaz.

Com ele, pretendem mostrar que, um ano após o início da pandemia, é o livro que continua a abrir-nos o espaço de isolamento físico, mas que também permite que o pensamento floresça e seja sempre cada vez mais livre. Durante o último ano, quando a maioria dos países atravessou períodos de confinamento e as pessoas precisaram limitar o tempo que passam fora de casa, os livros provaram ser ferramentas poderosas para combater o isolamento, reforçar os laços entre as pessoas, expandir os horizontes e estimular a mente e a criatividade. Em alguns países, o número de livros lidos até duplicou.


Ler é preciso!

No entanto, se a leitura é tão importante, por que é que, entre nós, as pessoas não a praticam?

Porque é preciso ser treinada. É necessário criar o gosto pela leitura, buscar temas pelos quais se tenha uma inclinação natural, de acordo com a personalidade de cada um.

Além disso, quem lê tem, geralmente, algo mais interessante para contar. O que se conversa hoje? Que conversa se faz em família ou à volta da mesa? Felizmente, para a grande maioria, há uma televisão por perto a debitar conversa…

Outra grande vantagem para quem tem o hábito da leitura é saber mais e melhor ortografia. Muitas vezes, até se sabe o significado correto da palavra e o seu uso adequado. No entanto, a sua grafia é desconhecida por a ter ouvido centenas de vezes mas lido apenas em poucas oportunidades.

Por último, vale a pena realçar quanto a leitura ajuda no enriquecimento do vocabulário. Como este está hoje reduzido à sua mínima expressão, muitas pessoas encontram dificuldade em transmitir os seus pensamentos ou sentimentos.

Certo! E o próximo livro é…?