A 23 de abril é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO (Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura) durante a sua 28.ª Conferência Geral em
1995, o Dia Mundial do Livro e dos
Direitos de Autor.
Trata-se de uma data simbólica para
a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram
importantes escritores tais como Cervantes
e Shakespeare.
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| Miguel de Cervantes |
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| William Shakespeare |
A ideia da comemoração teve origem
na Catalunha: a 23 de abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem
comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se
uma tradição em vários países do mundo.
O propósito deste dia é encorajar a
leitura e promover a proteção dos direitos de autor. Destaca-se ainda a
importância dos livros enquanto elemento basilar da educação e do progresso de
uma sociedade.
Recordemos o que escreveu Alberto Manguel, no seu “Um Diário de
Leituras”:
“Há livros pelos quais deslizamos ao de leve, esquecendo-nos das páginas, à medida que as vamos passando; há outros que lemos com reverência, sem nos atrevermos a concordar com eles ou a discordar deles; outros, ainda, que, porque os amámos tanto e durante tanto tempo, somos capazes de recitar palavra a palavra, dado que os sabemos de cor – sabemo-los com o coração.”
Alberto Manguel é um escritor nascido na Argentina em 1948 e foi
Diretor da Biblioteca Nacional do seu país. Em 2020, ofereceu os 40 mil livros
da sua biblioteca pessoal à cidade de Lisboa para o futuro Centro de Estudos da
História da Leitura.
Entretanto, Guadalajara, no México,
foi nomeada Capital Mundial do Livro
para o ano 2022 pela Diretora Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por
recomendação do Comité Consultivo da Capital Mundial do Livro.
A cidade, que é uma Cidade Criativa
da UNESCO desde 2017, foi selecionada pelo seu plano abrangente de políticas em
torno dos livros para desencadear mudanças sociais, combater a violência e
construir uma cultura de paz.
Vejamos, então, o programa proposto
para Guadalajara e que se centra em três eixos estratégicos:
- recuperação de espaços públicos
através de atividades de leitura em parques e outros locais acessíveis;
- ligação social e coesão,
especialmente através de oficinas de leitura e escrita para crianças;
- reforço da identidade do bairro
utilizando ligações entre gerações, narração de histórias e poesia de rua.
Tudo em prol da leitura, do livro e
dos direitos de autor.
No nosso Agrupamento continuamos
com o incentivo à leitura com os “Dez minutos a ler”, “Dez minutos a ler,
também quero!”, convite à leitura domiciliária…
Boas leituras para todos!







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