22 de abril de 2022

Posted by Biblioteca de E.B.2,3 de Paço de Sousa in | abril 22, 2022

 

A 23 de abril é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) durante a sua 28.ª Conferência Geral em 1995, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores tais como Cervantes e Shakespeare.

Miguel de Cervantes

William Shakespeare

A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

O propósito deste dia é encorajar a leitura e promover a proteção dos direitos de autor. Destaca-se ainda a importância dos livros enquanto elemento basilar da educação e do progresso de uma sociedade.

Recordemos o que escreveu Alberto Manguel, no seu “Um Diário de Leituras”:

“Há livros pelos quais deslizamos ao de leve, esquecendo-nos das páginas, à medida que as vamos passando; há outros que lemos com reverência, sem nos atrevermos a concordar com eles ou a discordar deles; outros, ainda, que, porque os amámos tanto e durante tanto tempo, somos capazes de recitar palavra a palavra, dado que os sabemos de cor – sabemo-los com o coração.”

Alberto Manguel é um escritor nascido na Argentina em 1948 e foi Diretor da Biblioteca Nacional do seu país. Em 2020, ofereceu os 40 mil livros da sua biblioteca pessoal à cidade de Lisboa para o futuro Centro de Estudos da História da Leitura.

Entretanto, Guadalajara, no México, foi nomeada Capital Mundial do Livro para o ano 2022 pela Diretora Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por recomendação do Comité Consultivo da Capital Mundial do Livro.

A cidade, que é uma Cidade Criativa da UNESCO desde 2017, foi selecionada pelo seu plano abrangente de políticas em torno dos livros para desencadear mudanças sociais, combater a violência e construir uma cultura de paz.

Vejamos, então, o programa proposto para Guadalajara e que se centra em três eixos estratégicos:

- recuperação de espaços públicos através de atividades de leitura em parques e outros locais acessíveis;

- ligação social e coesão, especialmente através de oficinas de leitura e escrita para crianças;

- reforço da identidade do bairro utilizando ligações entre gerações, narração de histórias e poesia de rua.

Tudo em prol da leitura, do livro e dos direitos de autor.

No nosso Agrupamento continuamos com o incentivo à leitura com os “Dez minutos a ler”, “Dez minutos a ler, também quero!”, convite à leitura domiciliária…

Boas leituras para todos!