"Como se atrevem?!"
Esta foi a acusação feita, no início desta semana, na Assembleia Geral das Nações Unidas, diante de personalidades e senhores do mundo, pela sueca Greta Thunberg, uma menina de dezasseis anos que iniciou, há apenas um ano, um movimento de denúncia e de inconformismo perante o desprezo e as atitudes nefastas contra a terra, a nossa casa comum, como tão bem lhe chama o papa Francisco na sua encíclica "Laudato si", a propósito deste planeta que é de todos e para todos.
Os cientistas há anos que avisam mas os interesses económicos são muito mais fortes e insidiosos. Mesmo sabendo que já se atingiram situações irreversíveis, que espécies são extintas diariamente, que os recursos estão a ser dissipados de forma avassaladora, os donos do mundo continuam a não querer que se saiba a verdade: o precipício está cada vez mais perto!
Está à vista de todos: as alterações climáticas, os degelos, as ondas de calor, as secas...
"Como se atrevem?!"
Porém, como nos atrevemos nós, todos nós, por deixarmos que isto piore, por não fazermos nada, por continuarmos a olhar, impávidos, sem qualquer reação...
Na nossa escola, os responsáveis pelo projeto Eco-Escolas em parceria com Introdução à Política e a BE, desenvolveram, ao longo do dia, no âmbito do "Às quintas na BE", várias sessões com o objetivo de criar nos alunos uma consciência ecológica e uma atitude proativa e reativa de defesa da natureza deste nosso mundo.
Sabendo que não há planeta B, temos todos de fazer, cada um com o seu aparente quase nada, o muito que é necessário recuperar.
De que estamos à espera?